Comentando de Tudo um pouco
Newton Chan, um engenheiro tentando ser blogueiro

out
20

Na China, vi o seguinte comercial da VISA:

Veja se não se parece com o Coisinha de Jesus, do Casseta & Planeta:

out
29


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Foi uma lição de falta de cidadania o que vimos no 2º turno das eleições para a prefeitura da cidade do Rio de Janeiro. Uma parcela da população preferiu aproveitar o feriado aos servidores estaduais, ao invés, de exercer o dever de cidadania, ou seja, votar. As sessões eleitorais da Região dos Lagos registraram grande movimento de eleitores que foram justificar seu voto.

E isso porque o voto é obrigatório. Imagine se não fosse. Se o dia da votação fosse dia de sol e calor, grande parte iria preferir aproveitar o dia, ao invés de votar. E depois ainda se achariam no direito de reclamar dos governantes e políticos.

Assim como votar nulo ou em branco, não votar siginifica que para o cidadão não tem importância para o jeito como as coisas estão. Se fazer nada (votar nulo, branco ou não votar) signficasse protestar, querer mudanças; não haveria protestos, manifestações e revoluções. Tudo estaria do jeito que estava antes.

E ainda, além do voto ser obrigatório, acho que poderíamos copiar a idéia dos argentinos: se o cidadão está a menos de 500km da cidade onde tem que votar, não tem justificativa.

out
20


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Todo o ano é a mesma coisa. É noticiado que o objetivo do Horário de Verão é de economizar energia, mas a própria imprensa noticia que a economia é de 5%. Assim, vem o questionamento, vale a pena?

O principal objetivo do Horário de Verão não é economizar energia. O objetivo é de reduzir o consumo no horário de pico que é entre 19 e 20 horas. Como no horário de verão, esse horário ainda está claro, haveria menos lâmpadas ligadas e com isso menos energia consumida no horário de pico.

Resumindo para as pessoas entenderem, como ainda não descobriram um modo eficiente de se armazenar grande quantidades de energia, a energia gerada chega em poucos instantes em sua residência. Então desse modo, no horário de pico mais geradores teriam que ser ligados, mesmo que durante grande parte do dia, estes ficassem desligados. E no verão, no horário de pico, o consumo pode superar a máxima suportada, ou seja, poderia ter sobrecarga.

É por isso que o horário de verão existe. Para que o consumo não ultrapasse um nível de segurança no horário de pico e não tenha sobrecarga de energia.

Em regiões litorâneas, as pessoas aproveitam o final do dia para ir para a praia, ou seja, não vão para casa, ligar a luz, ar condicionado e etc …

A economia, pequena por sinal, é consequencia disso.

Mas todo ano … é a mesma ladainha …

out
15

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Depois de uma pausa por causa das eleições, vou finalizar a série PJ x CLT.

Atualmente, o PJ está menos selvagem. Tem empresas que pelo menos dão as férias, algumas remuneradas outras não. Leve isso em conta. PJ sem férias não vale a pena.

Se por acaso a empresa não der férias, para calcular o seu salário, pegue um mês e multiple o salário por 2. Por exemplo: R$ 3.000 x 12 = R$ 36.000 + R$ 3.000 (férias) = R$ 39.000 / 12 = R$ 3250,00. Assim se numa empresa que tê de férias, você tem uma proposta de R$ 3.000, na que não te dá, tem que ser no mínimo R$ 3250,00. Mas não recomendo. Aceite só se tiver precisando mesmo.

Em geral, para quem ganha menos que R$ 3.000, vale a pena ser CLT.

Entre R$ 3.000 e R$ 4.000 é equilibrado

Acima de R$ 4.000, vale a pena ser PJ.

CLT é como o passáro preso na gaiola. Tem comida, água, mas não tem liberdade. PJ é o passário na Natureza, você tem que se virar para fazer um monte de coisa, mas pode alçar vôos mais altos.

Estou como PJ há um ano e meio, depois de ser CLT por quase 10 anos. Não tenho o que reclamar.

out
07

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Parabéns aos cariocas !!!!!

Por causa da virada de última hora, os cariocas poderão escolher em quem votar no Segundo Turno.

Isso porque se o candidato ligado ao grupo religioso fosse ao 2º Turno, garanto que mais de 1/3 dos cariocas (eu incluído) iria votar no outro candidato não importando quem fosse.

Agora temos dois candidatos: Um de (centro-)direita, apoiado pelo governo (que se diz) de esquerda e outro de esquerda apoiado por partidos de direita.

Esperamos que desta vez tenhamos um debate. Uma pena não ter um debate no 1º turno, por causa de um candidato que nem 5% dos votos teve.

Que venha o 2º turno !!!!!

set
29

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Esse ano na eleição para a prefeitura do Rio de Janeiro estamos vendo a força do voto útil. O que seria o voto útil? Para que um candidato que você tem rejeição não se elega, você vota em outro, que não pode ser o seu preferido, mas que tenha chances de derrotar o que você mais rejeita.

No começo do processo eleitoral, dois dos candidatos que eu mais rejeito estavam liderando. Um ligado a um grupo religioso e outro ligado ao sistema político que se diz democrático, mas é ditatorial. Para minha alegria, um candidato que trocou diversas vezes de partido, até se aliar ao partido do governador, foi subindo e hoje lidera as pesquisas, deixando o candidato com maior índice de rejeição em segundo.

Agora, na reta final temos uma bela supresa. O candidato apoiado pelo partido que eu costumo votar está empatado tecnicamente com os dois que eu mais rejeito, o do grupo religioso e a comunista.

Seria excelente termos para o Segundo Turno da prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, dois candidatos que não tenham índice de rejeição tão alto. Porque?

Porque como eu escrevi no começo. As pessoas vão votar porque são contra o outro e não porque são a favor, ou seja, haverá um debate de idéias, plataforma de governo.

Com base nas pesquisas, já decidi meu voto. Há chances de tirar os dois candidatos que eu mais rejeito do Segundo Turno !!!!

set
23

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Continuando a “minha série” sobre PJ x CLT, vamos ao terceiro tópico, sobre ser CLT.

CLT é o tradicional sistema de carteira assinada. É um sistema muito inflexível e muito oneroso para as empresas. Para se ter uma idéia se a empresa te paga R$ 1.000 de salário, a empresa gasta por volta de R$ 800 em impostos e taxas. É por isso, que muitas empresas, principalmente de TI, vêm optando por PJ, que é um sistema mais barato para as empresas.

Na CLT, os benefícios são obrigatórios por lei e outros obrigatórios pelo sindicato: Vale Transporte, Ticket Alimentação, Plano de Saúde, 13º e Férias. Há o desconto de impostos em folha, mas o funcionário não “vê” estes descontos, pois não são pagos diretamente. Pela lei, tirar dois períodos de 10 dias e vender 10 dias é contra lei. No meu último emprego como CLT, o RH negou essa proposta, apesar do diretor ter considerado a idéia boa. Contudo, nas férias, recebe-se um adicional de 1/3 do salário.

Tem também o FGTS. O dinheiro é seu, mas você não pode pegá-lo. Esse dinheiro fica rendendo a uma taxa rídicula, menor que a poupança. Em geral, você só saca esse dinheiro quando é demitido e aí rola a famosa multa dos 40%, que pode “recuperar” a baixa rentabilidade do FGTS.

(Tocando no assunto, tem muita gente que fica no emprego, só por causa da multa, porque quando o funcionário pede para sair, além de não ter os 40%, não pode sacar. Mas se uma oportunidade for boa, vale a pena arriscar ….)

É vantajoso ser CLT frente a PJ, se você ganha menos que R$ 3.000 por mês, pelos motivos que expliquei no tópico anterior. Entre R$ 3.000 e R$ 4.000 equilibra. Mas acima de R$ 4.000, é melhor ser PJ.

Isso por causa da famosa faixa dos 27,5%. Tem um fator redutor que deve estar na faixa dos R$ 500. Por exemplo. Seu salário é de R$ 4.000. 27,5% é 1.100 – 500 que o redutor, vc desconto 600 de I.R.. Se você ganha R$ 5.000, o desconto é de R$ 875. Além disso, tem o INSS, que é de 11% ou R$ 275,95 (o que for menor). Fora isso, as empresas podem descontar percentuais dos benefícios. Mas vamos considerar que isso não acontece.

No próximo e último tópico da série, irei comparar os dois sistemas de acordo com faixa salarial e cada um pode tirar suas conclusões.

set
12


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Agora, falaremos sobre ser PJ. Ser PJ significa que você na verdade é uma empresa que presta serviços a outra, ou seja, é uma relação entre duas pessoas jurídicas.

No início, o PJ tinha uma carga tributária muito menor que a CLT. O governo, como sempre, cresceu o olho e aumentou alguns impostos, fazendo o PJ ser um pouco mais caro. Mas também, antes a relação entre empresa e o funcionário PJ era bem selvagem: era só o salário hora e só. Agora, tem mais impostos contudo a relação está menos selvagem.

Ser PJ não é tão ruim assim, mas a pessoa tem que se programar e ter disciplina. Primeiro, porque os impostos são pagos por você e não recolhidos automaticamente como na CLT. E depois, porque não tem por obrigação FGTS, nem INSS. Então é bom fazer uma reserva.

E ser PJ, na teoria, não tem férias, 13º, etc …. Mas esses custos podem ser acrescidos no salário, mas uma coisa acho muito importante: as férias. Ao ser PJ, faça questão das férias remuneradas. Elas são muito importantes.

Na empresa onde trabalho, temos 13º, Ticket e vale transposrte. O 13º tem aquele impacto psicológico de vir uma bolada de uma vez, mas se esses valores fosse incorparados ao salário mensal não teria problema.

Outro ponto. Dê preferências a empresas que pagam salário fixo e não aquelas que pagam por hora. Como o Brasil é um país repleto de feriados, isso pode dar um impacto muito forte. E em Fevereiro, mês mais curto e com Carnaval, você pode ter uma sensível diferença no que vai receber.

Pontos importantes para ser PJ:

  • A abertura da empresa. Saí por volta de R$ 900 a R$ 1000.
  • Ter um “sócio”, não importa quem. O ideal é colocar alguém que seja PJ, mas se não for possível pode ser pai, mãe ou qualquer outra pessoa.
  • Ter um Contador. Tem que ser uma pessoa, na qual você confie, pois como empresa, você estará sujeito a fiscalização.
  • Abrir uma conta em banco. Tem gente que não abre conta como PJ, mas isso pode fazer você perder o controle.
  • Disciplina: Lembre-se que quem paga os impostos é você. Apesar de ter retenção na fonte, todo mês você tem que pagar !!!!

Olhando assim, parece ser caro ser PJ. No começo é sim, mas esses custo vão se amortizando com o tempo.

Existem contadores que colocam a “sua empresa” no Super-Simples. Não sou especialista, mas meu contador, que tem a mesma opinião que eu tive quando li sobre a lei do Super-Simples. Esse sistema só vale a pena para empresa com funcionários. O meu contador disse que isso pode dar problemas.

Outro ponto que vejo que não é comum a outros PJ, mas acho que faz sentido. A empresa tem que ter despesas, senão tudo o que ela recebe é lucro. Assim, meu contador pede para que eu junte notas fiscais sobre consumo de refeição, deslocamento (combustível, táxi, estacionamento) e hospedagem que tem que representar 50% do “lucro” da empresa. Entende-se como lucro, tudo o que a empresa arrecada, excluindo os impostos.

Em relação ao INSS, você pode contribuir. Recomendo fazer isso, principalmente para quem já contribui como CLT antes, como no meu caso, para ter pelo menos tempo de contribuição e não atrasar a aposentadoria.

Para quem ganha mais que R$ 4.000, o ideal é ser PJ. Entre R$ 3.000 e 4.000 não faz muita diferença.

Para quem opta pelo Super-Simples, desconte uns 6% a 7%. Para que não optou, desconte 11%. Adicione a isso, gastos com o contador, banco e GPS (Previdência).

Note que a porcentagem é até baixa (máximo de 11%). E tem os gastos fixos. São estes gastos que fazem com quem ganha pouco, tenha um peso alto nos descontos. Porque não importa se você ganha 2.000, 3.000, 4.000. Você sempre descontará 11% + fixos. Por isso, quanto maior o salário, menor a porcentagem de impostos e taxas fica menor. Por isso, é que com PJ quanto mais vc ganha é “melhor”.

No próximo post da série, falarei sobre CLT.

set
02


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Vou iniciar aqui uma série sobre o trabalho como CLT e PJ. Depois de trabalhar por quase 10 anos como CLT, há um ano estou como PJ. Inicialmente, eu tinha certo receio em relação a PJ, mas depois de um tempo trabalhando como PJ, vejo que ambos os sistemas têm suas vantagens e desvantagens.

Resumindo:
CLT é o “sistema” tradicional: Carteira Assinada.
PJ é que você é uma empresa prestando serviço.

Antigamente, o PJ era mais “selvagem”. Você ganhava salário e mais nada. Assim, realmente, não vale a pena ser PJ. A questão nesse caso são as férias. Antigamente, as férias eram “de boca”, ou seja, tinham que ser negociadas, além de ter a chance de não ser remunerada. Se seu chefe não quiser dar, nada podia ser feito. Outra coisa, as pessoas de PJ tinham “medo”, pois além de ser “de boca”, tirar férias era o risco da alguém ocupar seu lugar. Mas, pelo que vi quando fui trocar de emprego, isso está mudando.

Então, a primeira coisa para quem quer trabalhar de PJ, é ter garantia de férias remuneradas. Você pode até vender suas férias, mas tirar uns dias para viajar ou até para ficar em casa, é salutar e recomendado.

Nos próximos post, irei explicar como calcular seu salário CLT e PJ. Em muitos sites, você pode encontrar a famosa relação “CLT = 2 * PJ” ou “CLT= 1,8 * PJ”, mas não é bem assim.

ago
24


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Sempre achei injusto o o ranking de medalhas dos países nos Jogos Olímpicos. O ranking é assim, em primeiro conta-se o número de medalhas de ouro, depois as medalhas de prata e somente depois as de bronze (na verdade, um quadro de medalhas).

Deste modo, como aconteceu com o Brasil em 2000, se um país conseguir um monte de medalhas, mas nenhuma de ouro, este país despenca no ranking.

Neste ano, vimos a imprensa americana seguir o ranking pelo total de medalhas, não importando o tipo. Isso é claro, para colocar os americanos em primeiro lugar.

Mas este modelo também é injusto porque coloca no mesmo patamar uma medalha de ouro com uma de bronze, por exemplo.

O que eu proponho é uma outra maneira de fazer o ranking: acho mais justo colocar uma pontuação para a medalhas. Por exemplo, 9 pontos para a de ouro, 3 para a de prata e 1 para a de bronze.

Em relação ao ranking de medalhas, a única mudança nas 10 primeiras posições é a troca entre França e Japão. Pelo ranking de medalhas o Japão, por ter 9 ouros estaria na frente de Itália (9º), com 8 ouros e França (10º), com 7. Mas pela pontuação, a França teria 128 pontos (8º) , contra 112 de Itália (9º) e 109 do Japão (10º).

Cuba, por exemplo, que por ter apenas 2 medalhas de ouro, ficou atrás do Brasil, com a 28º posição no ranking por medalhas. Mas como Cuba teve 11 medalhas de prata e o mesmo número de bronzes, por pontos, Cuba estaria na 16ª posição, com 62 pontos, passando o Brasil.

O Brasil também subiria de posição de 23º para 19º, com 47 pontos.

Como curiosidade, o país que subiria mais no ranking por pontos em relação ao de medalhas é a Armênia, que conseguiu 6 medalhas de bronze (mas nenhuma de ouro e de prata). Subiria de 79º para 62º (17 posições). Não ficou na frente de nenhum país com medalhas de ouro, mas passou muitos que tiveram de prata.

Não sei como anexar um arquivo aqui, mas quem quiser o ranking completo por pontos é só entrar em contato.