Comentando de Tudo um pouco
Newton Chan, um engenheiro tentando ser blogueiro

PJ x CLT (2) – Falando sobre PJ


Clique aqui para pequisar o livro “CLT Comentada”

Agora, falaremos sobre ser PJ. Ser PJ significa que você na verdade é uma empresa que presta serviços a outra, ou seja, é uma relação entre duas pessoas jurídicas.

No início, o PJ tinha uma carga tributária muito menor que a CLT. O governo, como sempre, cresceu o olho e aumentou alguns impostos, fazendo o PJ ser um pouco mais caro. Mas também, antes a relação entre empresa e o funcionário PJ era bem selvagem: era só o salário hora e só. Agora, tem mais impostos contudo a relação está menos selvagem.

Ser PJ não é tão ruim assim, mas a pessoa tem que se programar e ter disciplina. Primeiro, porque os impostos são pagos por você e não recolhidos automaticamente como na CLT. E depois, porque não tem por obrigação FGTS, nem INSS. Então é bom fazer uma reserva.

E ser PJ, na teoria, não tem férias, 13º, etc …. Mas esses custos podem ser acrescidos no salário, mas uma coisa acho muito importante: as férias. Ao ser PJ, faça questão das férias remuneradas. Elas são muito importantes.

Na empresa onde trabalho, temos 13º, Ticket e vale transposrte. O 13º tem aquele impacto psicológico de vir uma bolada de uma vez, mas se esses valores fosse incorparados ao salário mensal não teria problema.

Outro ponto. Dê preferências a empresas que pagam salário fixo e não aquelas que pagam por hora. Como o Brasil é um país repleto de feriados, isso pode dar um impacto muito forte. E em Fevereiro, mês mais curto e com Carnaval, você pode ter uma sensível diferença no que vai receber.

Pontos importantes para ser PJ:

  • A abertura da empresa. Saí por volta de R$ 900 a R$ 1000.
  • Ter um “sócio”, não importa quem. O ideal é colocar alguém que seja PJ, mas se não for possível pode ser pai, mãe ou qualquer outra pessoa.
  • Ter um Contador. Tem que ser uma pessoa, na qual você confie, pois como empresa, você estará sujeito a fiscalização.
  • Abrir uma conta em banco. Tem gente que não abre conta como PJ, mas isso pode fazer você perder o controle.
  • Disciplina: Lembre-se que quem paga os impostos é você. Apesar de ter retenção na fonte, todo mês você tem que pagar !!!!

Olhando assim, parece ser caro ser PJ. No começo é sim, mas esses custo vão se amortizando com o tempo.

Existem contadores que colocam a “sua empresa” no Super-Simples. Não sou especialista, mas meu contador, que tem a mesma opinião que eu tive quando li sobre a lei do Super-Simples. Esse sistema só vale a pena para empresa com funcionários. O meu contador disse que isso pode dar problemas.

Outro ponto que vejo que não é comum a outros PJ, mas acho que faz sentido. A empresa tem que ter despesas, senão tudo o que ela recebe é lucro. Assim, meu contador pede para que eu junte notas fiscais sobre consumo de refeição, deslocamento (combustível, táxi, estacionamento) e hospedagem que tem que representar 50% do “lucro” da empresa. Entende-se como lucro, tudo o que a empresa arrecada, excluindo os impostos.

Em relação ao INSS, você pode contribuir. Recomendo fazer isso, principalmente para quem já contribui como CLT antes, como no meu caso, para ter pelo menos tempo de contribuição e não atrasar a aposentadoria.

Para quem ganha mais que R$ 4.000, o ideal é ser PJ. Entre R$ 3.000 e 4.000 não faz muita diferença.

Para quem opta pelo Super-Simples, desconte uns 6% a 7%. Para que não optou, desconte 11%. Adicione a isso, gastos com o contador, banco e GPS (Previdência).

Note que a porcentagem é até baixa (máximo de 11%). E tem os gastos fixos. São estes gastos que fazem com quem ganha pouco, tenha um peso alto nos descontos. Porque não importa se você ganha 2.000, 3.000, 4.000. Você sempre descontará 11% + fixos. Por isso, quanto maior o salário, menor a porcentagem de impostos e taxas fica menor. Por isso, é que com PJ quanto mais vc ganha é “melhor”.

No próximo post da série, falarei sobre CLT.

No Responses Yet to “PJ x CLT (2) – Falando sobre PJ”

Leave a Reply